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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Qual seu índice de felicidade?

Satisfação e bem-estar valem tanto quanto o dinheiro para o sucesso de uma sociedade. Por isso, governos e empresas começam a medir a Felicidade interna Bruta das pessoas, um novo instrumento para traçar políticas públicas e administrativas.




Você é feliz? Em algum momento, todos nós já tivemos de responder a essa pergunta, feita por amigos íntimos, familiares e, às vezes, por nós mesmos. Em breve, porém, será comum ouvir essa complicada questão de recenseadores governamentais e profissionais de recursos humanos. É que a felicidade já pode ser medida e autoridades e especialistas de todo o planeta, inclusive no Brasil, estudam como transformá-la em indicador capaz de determinar políticas públicas e relações corporativas. A tendência, que põe a praticidade dos resultados financeiros em segundo plano e a complexa subjetividade do bem-estar social em primeiro, tem adeptos de peso.


by João Loes



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

11 Agosto - Dia do Advogado!!!

Ao comemoramos essa data festiva caberá a latente reflexão: "não precisaremos mais de advogados?
Pelo menos é a proposta de Richard Susskind em seu livro - O Futuro do Direito - onde afirma que os "escritórios de advocacia perderão espaço para a tecnologia." Segundo ele, "o Direito não existe para garantir um meio de subsistência aos advogados. A função dos advogados deve ser ajudar cidadãos e empresas a entender e aplicar a lei. Mas, se encontrarmos maneiras diferentes de fazer isso, não precisaremos de advogados por muito tempo."


Será...? Só o tempo dirá. Ou não!
Entretanto, uma coisa é certa. A era da tecnologia chegou ao Direito de forma irreversível, como bem explica o artigo do Dr. Ercílio Bezerra - "A era tecnológica do Direito."
Em sentido contrário, a realidade brasileira parece caminhar quando aprofundamos no brilhante texto Dr. José Lúcio Glomg:
"Advogados, Advogados, Advogados...".
Registre-se, ainda, o importante papel social da Advocacia, como salienta o Dr. Luiz Flávio Borges D'Urso, em seu artigo - "Atribuições sociais da Advocacia."
E, diga mais, como não esquecer do papel conciliador do Advogado como principal foco da advocacia contemporânea. O artigo - "Advocacia é mais conciliadora e entende de negócios." pincela de forma bem pontual essa nova tendência mercadológica nas letras jurídicas.
Até lá, vamos operando com garra, determinação, ética e profisisonalismo garantindo a liberdade e os direitos patrimoniais dos cidadãos, principalmente, os direitos fundamentais e princípios constitucionais vigentes.
Afinal, a Carta Magna de 1988, em seu artigo 133, considera nós os(as) advogados(as) indispensáveis à administração da justiça. E, assim será!

Feliz Dia do(a) Advogado(a) para todos nós!!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Help Haiti - Drop the debt




Talvez a melhor forma de todos nós ajudarem o Haiti seja assinar a petição para pedir o perdão e o cancelamento da dívida externa.


Dear Finance Ministers, IMF, World Bank, Inter-American Development Bank and bilateral creditors,


As Haiti rebuilds from this disaster, please work to secure the immediate cancellation of Haiti’s $890 million debt and ensure that any emergency earthquake assistance is provided in the form of grants, not debt-incurring loans.
 

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lotus Outreach's

Watch our video on Lotus Outreach's work to prevent child prostitution, sex trafficking, and child labor in Asia.


Lotus Outreach International by Khyentse Norbu



DHI - the syllable of Manjushri by Khyentse Norbu (original calligraphy )





Seed Syllable of the Buddha by Khyentse Norbu (original calligraphy )




Source of Heat - Kundalini by Khyentse Norbu (original calligraphy)






Yig Go by Khyentse Norbu (original calligraphy)






Source of All Perception by Khyentse Norbu (original calligraphy)






Prosperity, Victory and Peace by Khyentse Norbu (original calligraphy)




Prosperity by Khyentse Norbu (original calligraphy)


Lotus Outreach International is a 501(c)(3) non-profit dedicated to ensuring the education, health and safety of at-risk and exploited women and children in Asia. We work in some of the most troubled and poverty-stricken parts of the world to help communities flourish and help people build self-reliant, dignified lives. Lotus Outreach achieves its mission by supporting the development of effective grassroots projects in vulnerable communities.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Butão: um reino FELIZ!

Monatério Ninho do Tigre



Muito se almeja em busca da tão bendita felicidade, porém pouco se entende o que ela seja realmente na experiência diária de cada um de nós.

Os ocidentais, sempre mais voltados a felicidade externa, via consumo irresponsável e fugaz.
Já os orientais, buscam a felicidade interior plasmada na paz mental.

Um belo exemplo disso é o Butão, um reino no meio da Ásia e no seio do Himalaia.

O BUTÃO criou o FIB = felicidade interna bruta!


Para compreender essa cultura assista os vídeos abaixo produzidos pela Record News.

Vale a pena conferir e contemplar!

vídeo 1: Butão: um lugar onde todos se consideram felizes.

vídeo 2: Butão é o reino da felicidade.


vídeo 3: Butão: um país que se importa com a felicidade.


vídeo 4: Ana Paulo Padrão visita o Butão.

vídeo 5: Conheça a alimentação dos butaneses.


vídeo 6: Ana Paula Padrão mostra as hospedagens do Butão.

vídeo 7: Butão é um país com igualdade de gêneros


vídeo 8: Conheça os itens considerados fundamentais para a felicidade dos butaneses.


Após refletir sobre o FIB, tire suas próprias conclusões. Ou melhor, tente ser uma pessoa melhor com a equação: Menos é mais!

Pergunte-se: afinal, o que traz felicidade? Você é feliz?




segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Crise de Ansiedade


Pergunta que não quer calar:
Se temos consciência que absolutamente tudo é impermanente, por que mesmo assim sofremos com crise de ansiedade na expectativa de algo que está porvir ou não ?

Por que sofremos tão tolamente?
Por que não relaxamos a mente?

Why???????????

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Direito em xeque pelo Exame de Ordem



Ultimamente, muito se tem criticado o Exame de Ordem, da OAB, por n motivos. Certamente, o que mais nos chama atenção é sempre o baixo índice de aprovação a cada exame, algo em média de 12%. Um verdadeiro massacre geral.
Qual o real pano de fundo de toda essa polêmica questão nacional?
Sem dúvida nenhuma, a base geral primeira está na má qualidade do ensino jurídico no País. Afinal, são várias 'Uniesquinas da vida' espalhadas por aí com qualidade zero. Entretanto, não se pode limitar a analisar somente por esse ângulo.
Em seu artigo - OAB: culpados pela reprovação em massa, o jurista Luiz Flávio Gomes expõem com toda clareza o nó dessa problemática que avassala o atual mundo jurídico.
Por outro lado, ninguém entende a omissão das próprias universidades de Direito em melhorar, modernizar e adequar o ensino dentro das necessidades e exigências mercadológicas, inclusive do próprio Exame de Ordem.
Nessa linha, Atahualpa Fernandez, nos remete a uma sutil reflexão em seu artigo - Por que universidade é apática sobre reprovações no Exame da OAB?
Por fim, e não menos importante, está a essência em si do próprio Exame da Ordem, cheio de pegadinhas, anulações de questões e truculências sem nenhuma explicativa justificável. Constata-se, sempre, provas com enunciados mal elaborados, truncados e que induzem a erro. Afinal, alguém já disse por aí que "para uma pergunta errada não existe resposta certa", não acham? Além disso, questões que deveriam ser anuladas por erro grotesco material e formal, não o são, etc. Ademais, há necessidade de se cortar o maior número de candidatos possíveis sob alegação de que não estão bem preparados e que a sociedade precisa de uma proteção maior. Ou seja, que o advogado deve ser tão qualificado ou mais que o Juiz-Estado e o Ministério Público, formando-se assim a tríade perfeita jurídica.
Mais uma vez, na prática, no último Exame de Ordem 2009.2, constata-se um verdadeiro massacre, como bem revela tantos artigos do Blog Exame de Ordem, em especial - Manifesto Nacional e O Império contra ataca.
Além disso, há uma ação direta de inconstitucionalidade tramitando no STF em face do Exame de Ordem proposta pelo Movimento Nacional dos Bacháreis de Direito. Outros tantos julgamentos e artigos discutem a sua constitucionalidade ou não, como por exemplo - Exame da OAB -Constitucionalidade ou Conveniência.
Em tempo, conclui-se que cabe ao MEC uma maior fiscalização nessas universidades exigindo um ensino jurídico com qualidade. A dita triagem deve ser feita na entrada e durante os 5 anos do Curso de Direito. Talvez seja prudente criar uma residência jurídica similar ao que acontece aos médicos, pois há muita pouca prática nas atuais grades escolares.
Enfim, urge um repensar e nova postura de todos os envolvidos, isto é, universidades, acadêmicos, professores, MEC e OAB. A única certeza que fica é que algo precisa ser feito em prol de devolver ao mundo jurídico uma digna sapiência jurídica. A tão sonhada, almejada e respeitada profissão de 'advogado' precisa voltar ao seu status a quo. A sociedade jurídica e civil clamam para que todo esse imbróglio acabe logo da melhor forma e direito!
Contudo, não seria de bom tom que o Exame de Ordem seja algo de tantos questionamentos como temos vistos. O princípio constitucional da razoabilidade-proporcionalidade deveria prevalecer aqui.
Pelo exposto, penso que no que tange ao aludido exame vale o brocardo: "Ad impossibilia nemo tenetur"!!! , isto é, "ninguém está obrigado ao impossível"!!! Entretanto, ESTUDAR muito é preciso.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Nem Freud explica o nosso consumismo geral

Parafraseando um excelente artigo que li "Comprar para esquecer - Freud explica porque somos consumistas", me dou conta mais uma vez, que a nossa sociedade de consumo impõem padrões do TER antes do SER.
Ademais, estamos cada vez consumindo por consumir sem pensar nas consequências ao Planeta Terra.
Até quando vamos viver calcados em aparências tão superficiais?
Que tipo de mundo queremos para nós, para nossos filhos e para os filhos de nossos filhos?
Como repensar e agir diferente?
Que fome é essa de ter?
Por que nosso ego só ouve o comando do EU PRECISO, mais, mais, mais....?

domingo, 5 de julho de 2009

Espiritual


Hoje, resolvi escutar músicas antigas, calmas e que alentam a alma e renovam a paz interior. Literalmente, pratiquei musicoterapia.

Foi quando ouvi, novamente, um CD mixado em 2002, por um amigo especial entitulado 'Espiritual'.

Músicas selecionados a dedo, como por exemplo: Return to Innocence, In Pace, I will find you, etc. Todas simplesmente maravilhosas.

E na capa do CD o seguinte poema de Emily Dickinson:


"Se puder impedir que um coração se parta,

Não terei vivido em vão.

Se puder aliviar a dor de uma vida ou mitigar o sofrimento ou ajudar um pássaro ferido a voltar para seu ninho,

Não terei vivido em vão."


E aí, pergunto-me: será que tenho vivido em vão? Ou não?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Uma Declaração Budista sobre Alterações Climáticas


The Time to Act is Now
A Buddhist Declaration on Climate Change


(p/ assinar acesse o link e vá até o fim da página, à direita)

A declaração é endossada por SS Dalai Lama.


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Hoje vivemos em uma época de grande crise, confrontados com o grave desafio que a humanidade jamais enfrentou: as conseqüências ecológicas do nosso carma coletivo. O consenso científico é avassalador: a atividade humana está provocando a degradação ambiental em escala planetária. O aquecimento global, em particular, está acontecendo muito mais rapidamente do que o anteriormente previsto, com maior evidência no Pólo Norte. Para centenas de milhares de anos, o Oceano Ártico tem sido coberto por uma área de mar-gelo tão grande como a Austrália, mas agora isto está derretendo rapidamente. Em 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas(IPCC) previu que o Ártico poderá estar livre de gelo do mar de verão até 2100. É agora evidente que isto poderia ocorrer dentro de uma década ou duas. Do gelo da Gronelândia, uma vasta folha está também derretendo mais rápido do que o esperado. A subida do nível do mar neste século vai ser, pelo menos, um metro, o suficiente para inundar muitas cidades costeiras e áreas de cultivo de arroz vitais como o Delta do Mekong no Vietname.
Geleiras em todo o mundo estão retrocedendo rapidamente. Se as atuais políticas econômicas continuarem, os glaciares do planalto do Tibete, fonte dos grandes rios que fornecem água para bilhões de pessoas na Ásia, vão desaparecer dentro de 30 anos. Severa seca e falhas nas culturas já estão afetando Austrália e norte da China. Os Principais Relatórios do IPCC, das Nações Unidas, União Européia e União Internacional para a Conservação da Natureza, concordam que, sem uma mudança de direção coletiva, diminuindo os fornecimentos de água, alimentos e outros recursos poderiam criar condiçõesde carência dos recursos, batalhas por recursos, e migração em massa, em meados do século, talvez em 2030, de acordo com o conselheiro científico chefe do Reino Unido.
O aquecimento global desempenha um importante papel ecológico em outras crises, incluindo a perda de muitas espécies vegetais e animais que partilham conosco esta Terra. Relatório Oceanógrafico atesta que a metade do carbono liberado pela queima de combustíveis fósseis, foi absorvido pelos oceanos, aumentando a sua acidez por cerca de 30%. A acidificação perturba a calcificação das conchas e corais, bem como ameaça o crescimento de plâncton, a fonte da cadeia alimentar por mais vida no mar.
Eminentes biólogos e relatórios das Nações Unidas concordam que o "business-as-usual" irá conduzir metade de todas as espécies da Terra a extinção, neste século. Coletivamente, estamos violando o primeiro preceito, "não prejudicar os seres vivos", na maior escala possível. E nós não podemos prever as consequências para a vida humana biológica, quando tantas espécies invisíveis, que contribuem para o nosso próprio bem-estar, desaparecerem do planeta.
Muitos cientistas concluíram que a sobrevivência da civilização humana está em jogo. Chegamos a um momento crítico em nossa evolução biológica e social. Nunca houve um momento mais importante na história para trazer os recursos do Budismo de suportar em nome de todos os seres vivos. As quatro nobres verdades fornecem um quadro para o diagnóstico de nossa situação atual e formula orientações adequadas, porque as ameaças que enfrentamos e catástrofes, em última análise, derivam da mente humana e, portanto, exigem alterações profundas nas nossas mentes. Se o sofrimento pessoal decorre *craving* e a ignorância, a partir dos três venenos da ganância, má vontade, e delusão - o mesmo se aplica ao sofrimento que aflige a nós em uma escala coletiva. Nossa emergência ecológica é uma versão maior do eterno dilema humano. Tanto como indivíduos e como uma espécie, que sofre de um senso de si que se sente desconectada não só de outras pessoas, mas da própria Terra. Como Thich Nhat Hanh disse, "Estamos aqui para despertar a partir da ilusãode nossa separatividade." Temos de acordar e perceber que a Terra é nossa mãe, assim como nossa casa, e neste caso, o cordão umbilical vinculativo entre nós e ela não pode ser cortado. Quando a Terra fica doente, ficamos doentes, porque somos parte dela.
A nossa atual conjuntura económica e tecnológica relações com o resto da biosfera são insustentáveis. Para sobreviver às bruscas transições à frente, os nossos estilos de vida e as expectativas que temos, têm que mudar. Isto implica novos hábitos, bem como os novos valores. O ensinamento budista de que a saúde global do indivíduo e da sociedade depende do bem-estar interior, e não apenas sobre os indicadores econômicos, nos ajudam a determinar o que temos de fazer em evolução pessoal e social.
Individualmente, temos de adotar comportamentos que aumentem a consciência ecológica cotidiana e reduza a nossa "pegada de carbono". Aqueles de nós, que vivem em economias avançadas, necessitam reformar e isolar as nossasc asas e locais de trabalho para a eficiência energética; inferior termostatos no inverno e no verão aumentar-lhes, a utilização de lâmpadas eequipamentos de elevada eficiência; desligar aparelhos elétricos não utilizados; dirigir os carros, em termos de combustível, de forma mais eficiente possível, e reduzir o consumo de carne em favor de uma dieta ecológia saudável, à base de vegetais.
Estas atividades pessoais por si só não vão ser suficientes para evitar futuras calamidades. Temos também de fazer mudanças institucionais, tanto tecnológica e econômica. Temos de "de-carbonizar" os nossos sistemas de energia o mais rapidamente possível através da substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia que são ilimitadas, benignas e harmonioso com a natureza. Estamos especialmente necessitando a suspenção da construção de novas instalações de carvão, uma vez que o carvão é de longe o mais poluente e mais perigosa fonte de carbono atmosférico. Sabia mente utilizada, a energia eólica, energia solar, energia das marés e energia geotérmica pode fornecer toda a eletricidade que requerem sem prejudicar a biosfera. Uma vez que até um quarto do volume mundial das emissões de carbono são resultantes de devastação, temos de evitar a destruição de florestas, especialmente as faixas vitais de floresta tropical onde há mais espécies de plantas e animais vivos.
Recentemente, se tornou óbvio que também são necessárias mudanças significativas na forma como está estruturado o nosso sistema econômico. O aquecimento global está intimamente relacionado com a enorme quantidade de energia que devoram as nossas indústrias para fornecer os níveis de consumo de que muitos de nós já aprendemos a esperar. De uma perspectiva budista, uma economia sã e sustentável seria regido pelo princípio de suficiência: a chave para a felicidade é o contentamento, em vez de uma cada vez maior abundância de bens. A compulsão para consumir mais e mais é uma expressão do desejo, a própria coisa que o Buda identificou como a principal causa de sofrimento.
Em vez de uma economia que enfatiza o crescimento lucrativo e requer permanente para evitar a queda, temos de avançar juntos para uma economia que proporciona um nível satisfatório de vida para todos, enquanto que nos permite desenvolver o nosso total potencial (incluindo espiritual), em harmonia com a biosfera que sustenta e alimenta todos os seres, incluindo as gerações futuras. Se os líderes políticos são incapazes de reconhecer a urgência da nossa crise global, ou não querem colocar o longo prazo do bem da humanidade acima do curto prazo dos benefícios das empresas de combustível fóssil, talvez seja necessário desafiá-los com campanhas sustentadas pela ação do cidadão.
Dr. James Hansen e outros climatologistas da NASA recentemente definiram as metas precisas necessárias para evitar o aquecimento global de alcançar osc atastróficos "tipping points." Para a civilização humana ser sustentável, o nível seguro de dióxido de carbono na atmosfera não é mais de 350 partes por milhão (ppm). Esta meta foi aprovada pelo Dalai Lama, juntamente com outros prêmios Nobel e ilustres cientistas. A nossa situação atual é particularmente preocupante na medida em que o nível atual já está a 387 ppm, e vem aumentando em 2 ppm por ano. Somos desafiados não só para reduziras emissões de carbono, mas também para remover grandes quantidades de carbono do gás já presente na atmosfera.
Como signatários desta declaração de princípios budistas, reconhecemos o urgente desafio das alterações climáticas. Nós juntamente com o Dalai Lama endossamos a meta de 350 ppm. Em conformidade com os ensinamentos budistas, aceitamos nossa responsabilidade individual e coletiva para fazer o que estiver ao nosso alcance para cumprir este objetivo, incluindo (mas não sel imitando a) os dados pessoais e respostas sociais acima descritas.
Temos uma pequena janela de oportunidade para agir, para preservar a humanidade da catástrofe iminente e para ajudar a sobrevivência das mais diversas e belas formas de vida na Terra. Futuras gerações, e as outras espécies que compartilham a biosfera conosco, não têm voz para pedir a nossa compaixão, sabedoria e liderança. Temos de ouvir o seu silêncio. Temos de ser a sua voz também, e agir em seu nome.



sexta-feira, 15 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

João Buracão, o caçador de crateras

Brasileiro é sensacional!
Faz humor em tudo e dessa vez acertou em cheio. Bingo!
O pai da criança, ou melhor, do boneco - Irandir da Rocha - é um borracheiro carioca que, em fevereiro desse ano, indignado com uma enorme cratera em sua rua, criou e deixou o JOÃO BURAÇÃO de plantão na rua, como forma de legítimo e compassivo protesto.
Conclusão: rapidamente - em menos de 24 h - o tal conserto foi feito.
Como a estratégia deu tão certo e com a ajuda do Fantástico, passou a caçar crateras pelo país.
Uma ideia brilhante. Sucesso total!
Agora, como ele virou uma celebridade global tem até blog para receber as denúncias. Além disso, há várias músicas e até o Prefeito Eduardo Paes (RJ) já fez questão de homenageá-lo por seus serviços prestados a sociedade civil.
Quem sabe assim, os políticos inspirados nesse bom exemplo façam o dever de casa. Ou seja, manter as ruas em mínimas condições para se transitar nelas.
Aplausos, Aplausos, Aplausos!!!!!!!!!!! Se bobear, ganhará a próxima eleição...rsrsrs.....

domingo, 10 de maio de 2009

Dias das Mães é todo dia ou será que somos mães só um dia no ano?

Hoje, recebi esse sincero desabafo abaixo de uma boa amiga Ana Carmen.
Como tenho o mesmo ponto de vista, resolvi transcrever aqui, para propor uma reflexão compassiva geral sobre esse dia que virou na maioria dos casos, puramente comercial e muito pouco do coração.
Quiçá, isso possa mudar para melhor, criando-se assim, um outro tipo de visão nos(as) filhos(as). Uma consciência de gratidão, respeito e convivência harmoniosa em pequenas coisas do dia-a-dia.
De qualquer forma, que esse dia possa ser celebrado com alegria interior e com a certeza que cumprimos com a nossa parte de educar seres. Missão, muitas vezes, de muita renúncia e dedicação.
Particularmente, nessa data prefiro oferecer preces, incensos e lamparinas, pois o lado espiritual também precisa ser zelado.
Eis ao lado, minha oferenda de flores - rosas vermelhas de chocolate!

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Particularmente, acho isso uma bobagem.
Dia das Mães é todo dia ou será que somos mães só um dia por ano?
Tá. Comemorar! Comemorar o quê?
Somos mães 365 dias por ano e 24 horas por dia.
Aí chega nesse domingo de maio, acho que o segundo, os filhos resolvem que têm que agradar a mãe. Saem, compram presente, trazem flores, bombons, os que estão longe gastam alguns minutinhos a mais no telefone e dizem palavras doces.
Não! As mães devem ser respeitadas e tratadas assim integralmente, o tempo todo!
Sem querer parecer piegas e chantagista emocional, mas já sendo, de uma forma ou de outra, carregamos cada um dos nossos filhos na barriga por nove meses, amamentamos e, mesmo com os seios doloridos, nos alimentamos melhor para gerar mais leite, damos comidinha na boca, trocamos fraldas, passamos noites em claros, blá, blá, blá...
Nós falamos isso toda hora sim!
Porque só quem é mãe sabe o tanto que isso é difícil e, ao mesmo tempo, instintivo! A gente faz porque faz e pronto!
Nós, mães fazemos coisas que muito macho não faz. Fácil. Eles só colocam a sementinha!Cheguei a uma conclusão: de duas, uma! Ou nós somos fantásticas, sensacionais, maravilhosas ou muito, mas muito malucas!
No entanto, vejo na minha lista de e-mails que tenho pouquíssimas amigas mães! Acho que está acontecendo alguma coisa. Será que as mulheres estão deixando de, pelo menos, ser malucas?
Para as que são mães, parabéns! Nós somos foda!!! Ana Carmen.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Felicidade Interna Bruta (FIB) no Brasil

Em 1972, o rei de Butão, Jigme Singye Wangchuck, criou o conceito FIB - Felicidade Interna Bruta em substituição ao PIB - Produto Interno Bruto para medir o progresso do país. O FIB contempla nove dimensões: - bom padrão de vida econômica; - boa governança; - educação de qualidade; - saúde; - vitalidade comunitária; - proteção ambiental; - acesso à cultura; - gerenciamento equilibrado do tempo e - bem estar psicológico.

Assista abaixo, a I Conferência Nacional do FIB - Felicidade Interna Bruta. Primeira parte do vídeo em São Paulo no Sesc Pinheiros a segunda parte na PUC/SP, em Campinas na Unicamp e em Porangaba no Instituto Visão.








quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tempo para Você


Outro dia, comentei aqui no blog sobre Felicidade Interna Bruta (FIB).
Pois bem, pensar e agir de maneira pro-ativa é fundamental, porém como na maioria das vezes estamos no piloto automático, não nos damos conta e nem sabemos como fazer as mudanças necessárias.
Para tal, sugiro a leitura do artigo TEMPO PARA VOCÊ publicado na Revista Vida Natural que dá simples e boas dicas de como praticar isso no cotidiano, com pequenas e significativas atitudes, que farão uma enorme diferença na qualidade de vida.
Afinal, como bem diz a jornalista Priscila Gorzoni nessa matéria:

"Em meio à correria do dia-a-dia, é possível dar uma pausa, ouvir uma música ou mesmo dar uma volta no parque. Acredite: você precisa mais de lazer."

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Felicidade Interna Bruta (FIB)

Lamentavelmente, há pouca divulgação e conscientização interior do que seja a FELICIDADE INTERNA BRUTA (FIB).
Em regra geral, as políticas públicas só pensam e priorizam o PIB - Produto Interno Bruto, esquecendo-se de que o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana abrange muito mais que garantias legais. Na prática, o zelo deve ser com o multidimensional do ser humano, como faz de modo exemplar o governo do Butão.
E aí, resolvi compartilhar abaixo esse excelente texto do Leonardo Boff, escrito em 2007, que explica em uma linguagem simples e inteligente a FIB.
Confira! Pense nisso com carinho por você.

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Butão é um pequeníssimo reinado hereditário nas encostas do Himalaia, espremido entre a China, a Índia e o Tibet. Não tem mais que dois milhões de habitantes, cuja maior cidade é a capital Timfú com cerca de cinqüenta mil moradores. Dentro de poucos anos está ameaçado de quase desaparecer caso os lagos do Himalaia que se estão enchendo pelo degelo transvasarem avassaladoramente. Governado por um rei e por um monge que possui quase a autoridade real, é considerado um dos menores e menos desenvolvidos paises do mundo. Contudo, é uma sociedade extremamente integrada, patriarcal e matriarcal simultaneamente, sendo que o membro mais influente se transforma em chefe de família.

Butão possui algo único no mundo e que todos os paises deveriam imitar: o "índice de felicidade interna bruta". Para o rei e o monge governante o que conta em primeiro lugar não é o Produto Interno Bruto medido por todas as riquezas materiais e serviços que um pais ostenta, mas a Felicidade Interna Bruta, resultado das políticas públicas, da boa governança, da eqüitativa distribuição da renda que resulta dos excedentes da agricultura de subsistência, da criação de animais, da extração vegetal e da venda de energia à Índia, da ausência de corrupção, da garantia geral de uma educação e saúde de qualidade, com estradas transitáveis nos vales férteis e nas altas montanhas, mas especialmente fruto das relações sociais de cooperação e de paz entre todos. Isso não chegou a evitar conflitos com o Nepal, mas não tem desviado o propósito humanístico do reinado. A economia que no mundo globalizado é o bezerro de ouro, comparece como um dos itens no conjunto dos fatores a serem considerados.

Por detrás deste projeto político funciona uma imagem multimensional do ser humano. Supõe o ser humano como um nó de relações orientado em todas as direções, que possui sim fome de pão como todos os seres vivos mas principalmente é movido pela fome de comunicação, de convivência e de paz que não podem ser compradas no mercado ou na bolsa. Função de um governo é atender à vida da população na multiplicidade de suas dimensões. O seu fruto é a paz. Na inigualável compreensão que a Carta da Terra elaborou da paz, esta "é a plenitude que resulta das relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, com outras culturas, com outras vidas, com a Terra e com o Todo maior do qual somos parte"(IV,f).

A felicidade e a paz não são construídas pelas riquezas materiais e pelas parafernálias que nossa civilização materialista e pobre nos apresenta. No ser humano ela vê apenas o produtor e o consumidor. O resto não lhe interessa. Por isso temos tantos ricos desesperados, jovens de famílias abastadas se suicidando por não verem mais sentido na superabundância. A lei do sistema dominante é: quem não tem, quer ter, que tem, quer ter mais, quem tem mais diz: nunca é suficiente. Esquecemos que o que nos traz felicidade é o relacinamento humano, a amizade, o amor, a generosidade, a compaixão e o respeito, realidades que valem mas não têm preço. O dramático está em que esta civilização humanamente pobre está acabando com o Planeta no afã de ganhar mais quando o esforço seria o de viver em harmonia com a natureza e com os demais seres humanos.

Butão nos dá um belo exemplo desta possibilidade. Sábia foi a observação de um pobre de nossas comunidades que comentou: "Aquele homem é tão pobre mas tão pobre que tem apenas dinheiro". E era notoriamente infeliz.

* Teólogo, filósofo e escritor


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Hoje, fui vítima do golpe do sequestro por telefone

A gente ouve falar e assiste várias reportagens na TV, porém nunca acha que vai acontecer, até que chega o dia fatal.
Nessa madruga, por volta das 2:30 h o telefone tocou em minha casa. Obviamente, estava dormindo e ao ouvir o toque do telefone sonolenta já me assustei, pois na hora o que vem é que alguém morreu ou algo assim.
Ao atender, ouço a voz de uma querida e amada parente chorando muito, dizendo-se assaltada e que está sequestrada ao lado de bandidos, pedindo desesperadamente SOCORRO. Pergunto onde ela está e o que aconteceu e só ouço um choro que doí o coração de qualquer ser.
É nesse exato segundo que tudo começa de fato, pois como não moro com ela, atortoada acreditei em tudo que me era dito, ficando em total pânico. Instante depois, ouve-se a voz fria de um homem - 'João Negão' - dizendo horrores e que se não cumprir as ordens dele irá matá-la, blá, blá, blá....... Detalhe: ao fundo, ouço o desespero da tal parente que penso ser verdadeiro.
Certamente, alguns desses cinco minutos representam uma eternidade, meu coração bate na boca, você fica sem chão, dá tontura, fica sem voz, não consegue raciocinar e não sabe o que fazer primeiro, tremendo dos pés a cabeça sem parar. O pior de toda a situação é que surge a dúvida ou melhor a certeza que todo aquele perigo é real.
A minha sorte, que atendi o telefone bem na frente do meu altar onde faço minhas preces e supliquei com toda devoção que tivesse uma faísca de iluminação naquele instante tão cruelmente desumano e solitário. Foi quando lembrei que poderia ser um golpe e peguei o celular para checar e localizar se a tal pessoa estava em casa ou não. Ao mesmo tempo, fiquei segurando o marginal no outro telefone ouvindo aquele terror emocional. Ou seja, cena de filme de horror perde longe. Não sei até agora como consegui ter um pequeno raio de lucidez no meio daquele sofrimento sem fim.
Até que, finalmente, ouvi uma voz do outro lado dizendo que estava tudo bem e para me acalmar. Um misto de alívio e muito stress em frações de segundos. Adrelina a mil. Penso que nunca quis tanto ouvir essa voz amada. Desligo a ligação. Aparentemente, tudo se encerra ali. Chose de loc!
Entretanto, aquilo fica gravado em sua mente e caio em um pranto sem fim. Passo a noite em claro, choro muito, sinto-me mal em todos os sentidos. Uma sensação horrível de medo e impotência generalizada. Minha pressão subiu demais, meu coração pulava sem parar. O choque ainda se perpetua por algumas horas. Ou seja, acabei de me tornar mais uma vítima extremamente fragilizada de tanta insegurança e violência urbana. Continuo com os olhos inchados de tanto chorar até agora a pouco. Um verdadeiro pesadelo que não desejo para nenhum inimigo. Literalmente, ninguém merece isso.
Claro, que todos vocês já ouviram mil vezes essas histórias de 'n' formas possíveis. Só conto mais uma vez, para ALERTAR e compartilhar um momento muito difícil e de muita dor. Uma dor no peito que está latente, e especialmente, para que vocês se lembrem que, sim pode ser verdade, mas também pode ser mais um golpe cruel de pessoas que chegaram ao fundo do poço em uma degradação humana sem limites.
Golpes como esses, sequestros verdadeiros de entes queridos, assaltos, etc acontecem na vida real brasileira intensamente e são de uma crueldade incomensurável. Só quem passa, sabe a experiência desse terrível momento. Só nos resta a certeza de manter e praticar a plena atenção.
Talvez, a pergunta que não quer calar seja: o que podemos fazer para reverter essa situação que atinge a maioria dos lares de pessoas de bem? Sinceramente, não sei ao certo.
Muito menos não sei, ainda, o que e como me aconteceu. Incrível perceber, como eles sabem direitinho quem é o teu parente, inclusive o sexo? Outra pergunta, sem resposta para mim. Chute, talvez. Contudo, tudo é possível nesse mundo marginal. Algo surreal demais.
Só sei que, primeiramente, preciso agradecer muito por ser mentira e tentar entender toda essa experiência contemplando alguns ensinamentos. Um carma negativo que brotou e que preciso liberá-lo. E, ainda bem, que tudo não passou de um grande susto. Viva a impermanência!
Após, rezar muito pedindo proteção diária para todos nós, principalmente, por esses seres carentes de tudo como fantasmas famintos que perambulam nesse submundo das drogas, vícios, armas e violência. Que eles possam se livrar de todo esse sofrimento que causa um sofrimento maior em larga escala na humanidade.
O outro passo, seria o registro policial, porém no meu caso nada era real e não tenho bina, portanto, não há registro e nem identificação, só se apelar para a operadora em um processo burocrático e desgastante.
Em paralelo, o que devemos fazer é exigir com rigor máximo das autoridades políticas públicas e gestão ética eficientes e eficazes. Eis o nosso papel de cidadãos brasileiros.
Enfim, aspiro que possamos todos nós viver em mundo de paz e não-violência, lembrando que a paz mental começa em nós.
Com diria Gandhi: "seja a transformação que você deseja para o mundo!!!"
Sem dúvida nenhuma, ela começa em VOCÊ!
Hoje, só me resta agradecer a vida!!!! Chuvas de bênçãos.
Mãos em prece!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Seja um Amigo da Carta - um Correspondente Voluntário



Doe amor, tempo e afetividade participando do Projeto Correspondente, Instituto de Projetos Sociais - InPRÓS.
A proposta é exemplar, pois possibilita, "através da troca de correspondências , que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social criem um vínculo afetivo com um voluntário, através do qual possam desenvolver a linguagem escrita e elaborar suas experiências de vida, ajudando-os a se tornarem sujeitos de sua história [...]."
Vale a pena conhecer mais de perto conferindo os vídeos: Fantástico e Jornal da Band.
Seja um AMIGO DA CARTA!!!!! Espalhe essa boa ideia de muita compaixão.
Certamente, a maior recompensa será para você mesmo.