sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Impermanência e o Karma


"Lembre-se sempre que a vida é instável.
Que o tempo muda de repente para tempestade e trovoada.
Reforça, portanto, o poder da sua mente.
Ofereça o tesouro de um pensamento generoso e de uma disciplina interior.
Ao amigo que o acompanha para sempre.
Lembre-se que as marcas de cada um dos seus atos.
Unem-se à mente, tal como a sua sombra se une ao corpo.
Evite, portanto, os caminhos do mal.
E cultivem uma atitude de bondade ativa.
Fixe o seu olhar sobre estas coisas de benefício eterno.
Meus amigos, deixam-os hoje.
Este conselho que é preciso seguir em minha memória.
Em breve nos encontraremos de novo."


Gyelwa Gendün Gyatso (1475-1542), o 2º Dalai Lama, Vida.In: Grasdorff, Giles. A Palavra dos Dalais Lamas. Coleção Ponto de Encontro.Tradução de Emília Marques Rosa. Lisboa: Edições Asa, 1998. p. 163.

domingo, 24 de maio de 2009

O Vento Que Sopra Pelas Flores - Uma História Tibetana De Cura


Há vários anos atrás, em Seattle, Washington, vivia um refugiado tibetano de 52 anos de idade. "Tenzin", é como vou chamá-lo, foi diagnosticado como portador de uma forma de linfoma das mais fáceis de curar. Ele foi internado em um hospital e recebeu a primeira dose de quimioterapia. Mas durante o tratamento, este homem normalmente gentil tornou-se agressivo e irritado; arrancou a agulha intravenosa de seu braço e negou-se a cooperar. Gritou com as enfermeiras e discutiu com todos ao seu redor. Os médicos ficaram desconcertados.
Depois, a esposa de Tenzin falou com o pessoal do hospital. Ela contou que Tenzin foi um prisioneiro político dos chineses por 17 anos. Eles mataram sua primeira esposa e ele foi repetidamente torturado e brutalizado durante todo o tempo em que esteve preso. As normas e regulamentos do hospital, juntamente com a quimioterapia, fizeram Tenzin recordar todo o sofrimento que passou nas mãos dos chineses.
"Eu sei que vocês querem ajudá-lo," ela disse, "mas ele se sente torturado pelo tratamento. Ele volta a sentir ódio internamente – da mesma maneira que os chineses fizeram ele sentir. Ele prefere morrer do que viver com o ódio que ele está sentindo agora. E, segundo nossas crenças, é muito ruim ter tamanho ódio no coração na hora da morte. Ele precisa estar apto para rezar e limpar seu coração.
"Assim, o médico dispensou Tenzin e recomendou uma equipe da clínica de repouso para visitá-lo em casa. Como eu era a enfermeira encarregada de cuidar dele, entrei em contato com um representante da "Anistia Internacional" para pedir-lhe conselhos. Ele me disse que a única forma de sanar o trauma da tortura era "falar a respeito". "Essa pessoa perdeu sua confiança na humanidade e sente que a esperança é impossível." Mas quando eu encoragei Tenzin a falar sobre suas experiências, ele ergueu suas mãos e me fez parar. Ele disse, "Preciso aprender a amar de novo se eu quiser curar minha alma. Sua tarefa não é fazer perguntas. Sua tarefa é me ensinar a amar novamente.
"Respirei profundamente e perguntei, "E como eu posso fazê-lo amar de novo?" Tenzin respondeu prontamente, "Sente-se, tome meu chá e coma meus biscoitos." O chá tibetano é um chá preto forte, coberto com manteiga de iaque e sal. Não é fácil bebê-lo! Mas, foi o que eu fiz. Por várias semanas, Tenzin, sua mulher e eu nos sentamos juntos e tomamos chá. Nós também conversamos com os médicos para achar formas de tratar suas dores físicas. Mas era sua dor espiritual que deveria ser diminuída. Cada vez que eu chegava, via Tenzin sentado de pernas cruzadas em sua cama, recitando preces de seus livros. Com o passar do tempo, sua mulher foi pendurando mais e mais ‘thankas’, badeirolas budistas coloridas, nas paredes. Em pouco tempo, o quarto parecia um colorido templo religioso.
Na chegada da primavera, eu perguntei o que os tibetanos faziam quando estavam doentes na primavera. Ele abriu um grande sorriso e disse, "Nós nos sentamos e aspiramos o vento que sopra pelas flores." Eu pensei que ele estava falando poeticamente, mas suas suas palavras eram literais. Ele explicou que os tibetanos fazem isso para serem pulverizados com o pólen das novas floradas, carregadas pela brisa. Eles acreditam que esse pólen é um potente medicamento.
No primeiro momento, achar muitas floradas parecia um pouco difícil. Mas, um amigo sugeriu que Tenzin visitasse algumas floriculturas locais. Eu liguei para o gerente de uma floricultura e expliquei-lhe a situação. Sua reação inicial foi "Você quer o que???" Mas quando eu expliquei melhor o meu pedido, ele concordou.
Então, no final-de-semana seguinte, eu busquei Tenzin, sua esposa e suas provisões para a tarde: chá preto, manteiga, sal, chícaras, biscoitos, almofadas e livros de preces. Eu os deixei na floricultura e combinei de pegá-los às 17 horas. No outro final-de-semana, visitamos uma outra floricultura. E mais outra no terceiro fim-de-semana.
Na quarta semana, eu comecei a receber convites das floriculturas para Tenzin e sua mulher para voltarem novamente. Um dos gerentes disse, "Nós temos uma nova remessa de nicotianas e lindas fuchsias…ah, sim! E temos belas dafnias. Eu sei que eles vão adorar o perfume das dafnias! E eu quase me esqueci! Temos uns novos bancos de jardim que Tenzin e sua esposa vão adorar!"No mesmo dia, outra floricultura ligou dizendo que eles tinham recebido birutas coloridas para Tenzin saber de que direção o vento estava soprando. Logo, as floriculturas estavam competindo pelas visitas de Tenzin. As pessoas começaram a se importar com o casal tibetano.Os empregados arrumavam os móveis de frente para o vento. Outros traziam água quente para o chá. Alguns fregueses regulares deixavam seus carrinhos de compras próximos do casal. E no final do verão, Tenzin voltou ao seu médico para novos exames e determinar o desenvolvimento da doença. Mas o doutor não achou nenhuma evidência de câncer. Ele estava abobalhado; disse à Tenzin que ele simplesmente não sabia explicar aquilo.
Tenzin levantou seu dedo e disse, "Eu sei porque o câncer se foi. Ele não podia mais viver num corpo tão cheio de amor. Quando eu comecei a sentir a compaixão das pessoas da clínica, dos empregados das floriculturas, e todas essas pessoas que queriam saber de mim, eu comecei a mudar por dentro. Agora, eu me sinto afortunado por ter a oportunidade de ser curado dessa forma. Doutor, por favor, não acredite que a sua medicina é a única cura. Às vezes, a compaixão pode também curar um câncer.'

by De Lee Paton

sábado, 23 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

Uma Declaração Budista sobre Alterações Climáticas


The Time to Act is Now
A Buddhist Declaration on Climate Change


(p/ assinar acesse o link e vá até o fim da página, à direita)

A declaração é endossada por SS Dalai Lama.


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Hoje vivemos em uma época de grande crise, confrontados com o grave desafio que a humanidade jamais enfrentou: as conseqüências ecológicas do nosso carma coletivo. O consenso científico é avassalador: a atividade humana está provocando a degradação ambiental em escala planetária. O aquecimento global, em particular, está acontecendo muito mais rapidamente do que o anteriormente previsto, com maior evidência no Pólo Norte. Para centenas de milhares de anos, o Oceano Ártico tem sido coberto por uma área de mar-gelo tão grande como a Austrália, mas agora isto está derretendo rapidamente. Em 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas(IPCC) previu que o Ártico poderá estar livre de gelo do mar de verão até 2100. É agora evidente que isto poderia ocorrer dentro de uma década ou duas. Do gelo da Gronelândia, uma vasta folha está também derretendo mais rápido do que o esperado. A subida do nível do mar neste século vai ser, pelo menos, um metro, o suficiente para inundar muitas cidades costeiras e áreas de cultivo de arroz vitais como o Delta do Mekong no Vietname.
Geleiras em todo o mundo estão retrocedendo rapidamente. Se as atuais políticas econômicas continuarem, os glaciares do planalto do Tibete, fonte dos grandes rios que fornecem água para bilhões de pessoas na Ásia, vão desaparecer dentro de 30 anos. Severa seca e falhas nas culturas já estão afetando Austrália e norte da China. Os Principais Relatórios do IPCC, das Nações Unidas, União Européia e União Internacional para a Conservação da Natureza, concordam que, sem uma mudança de direção coletiva, diminuindo os fornecimentos de água, alimentos e outros recursos poderiam criar condiçõesde carência dos recursos, batalhas por recursos, e migração em massa, em meados do século, talvez em 2030, de acordo com o conselheiro científico chefe do Reino Unido.
O aquecimento global desempenha um importante papel ecológico em outras crises, incluindo a perda de muitas espécies vegetais e animais que partilham conosco esta Terra. Relatório Oceanógrafico atesta que a metade do carbono liberado pela queima de combustíveis fósseis, foi absorvido pelos oceanos, aumentando a sua acidez por cerca de 30%. A acidificação perturba a calcificação das conchas e corais, bem como ameaça o crescimento de plâncton, a fonte da cadeia alimentar por mais vida no mar.
Eminentes biólogos e relatórios das Nações Unidas concordam que o "business-as-usual" irá conduzir metade de todas as espécies da Terra a extinção, neste século. Coletivamente, estamos violando o primeiro preceito, "não prejudicar os seres vivos", na maior escala possível. E nós não podemos prever as consequências para a vida humana biológica, quando tantas espécies invisíveis, que contribuem para o nosso próprio bem-estar, desaparecerem do planeta.
Muitos cientistas concluíram que a sobrevivência da civilização humana está em jogo. Chegamos a um momento crítico em nossa evolução biológica e social. Nunca houve um momento mais importante na história para trazer os recursos do Budismo de suportar em nome de todos os seres vivos. As quatro nobres verdades fornecem um quadro para o diagnóstico de nossa situação atual e formula orientações adequadas, porque as ameaças que enfrentamos e catástrofes, em última análise, derivam da mente humana e, portanto, exigem alterações profundas nas nossas mentes. Se o sofrimento pessoal decorre *craving* e a ignorância, a partir dos três venenos da ganância, má vontade, e delusão - o mesmo se aplica ao sofrimento que aflige a nós em uma escala coletiva. Nossa emergência ecológica é uma versão maior do eterno dilema humano. Tanto como indivíduos e como uma espécie, que sofre de um senso de si que se sente desconectada não só de outras pessoas, mas da própria Terra. Como Thich Nhat Hanh disse, "Estamos aqui para despertar a partir da ilusãode nossa separatividade." Temos de acordar e perceber que a Terra é nossa mãe, assim como nossa casa, e neste caso, o cordão umbilical vinculativo entre nós e ela não pode ser cortado. Quando a Terra fica doente, ficamos doentes, porque somos parte dela.
A nossa atual conjuntura económica e tecnológica relações com o resto da biosfera são insustentáveis. Para sobreviver às bruscas transições à frente, os nossos estilos de vida e as expectativas que temos, têm que mudar. Isto implica novos hábitos, bem como os novos valores. O ensinamento budista de que a saúde global do indivíduo e da sociedade depende do bem-estar interior, e não apenas sobre os indicadores econômicos, nos ajudam a determinar o que temos de fazer em evolução pessoal e social.
Individualmente, temos de adotar comportamentos que aumentem a consciência ecológica cotidiana e reduza a nossa "pegada de carbono". Aqueles de nós, que vivem em economias avançadas, necessitam reformar e isolar as nossasc asas e locais de trabalho para a eficiência energética; inferior termostatos no inverno e no verão aumentar-lhes, a utilização de lâmpadas eequipamentos de elevada eficiência; desligar aparelhos elétricos não utilizados; dirigir os carros, em termos de combustível, de forma mais eficiente possível, e reduzir o consumo de carne em favor de uma dieta ecológia saudável, à base de vegetais.
Estas atividades pessoais por si só não vão ser suficientes para evitar futuras calamidades. Temos também de fazer mudanças institucionais, tanto tecnológica e econômica. Temos de "de-carbonizar" os nossos sistemas de energia o mais rapidamente possível através da substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia que são ilimitadas, benignas e harmonioso com a natureza. Estamos especialmente necessitando a suspenção da construção de novas instalações de carvão, uma vez que o carvão é de longe o mais poluente e mais perigosa fonte de carbono atmosférico. Sabia mente utilizada, a energia eólica, energia solar, energia das marés e energia geotérmica pode fornecer toda a eletricidade que requerem sem prejudicar a biosfera. Uma vez que até um quarto do volume mundial das emissões de carbono são resultantes de devastação, temos de evitar a destruição de florestas, especialmente as faixas vitais de floresta tropical onde há mais espécies de plantas e animais vivos.
Recentemente, se tornou óbvio que também são necessárias mudanças significativas na forma como está estruturado o nosso sistema econômico. O aquecimento global está intimamente relacionado com a enorme quantidade de energia que devoram as nossas indústrias para fornecer os níveis de consumo de que muitos de nós já aprendemos a esperar. De uma perspectiva budista, uma economia sã e sustentável seria regido pelo princípio de suficiência: a chave para a felicidade é o contentamento, em vez de uma cada vez maior abundância de bens. A compulsão para consumir mais e mais é uma expressão do desejo, a própria coisa que o Buda identificou como a principal causa de sofrimento.
Em vez de uma economia que enfatiza o crescimento lucrativo e requer permanente para evitar a queda, temos de avançar juntos para uma economia que proporciona um nível satisfatório de vida para todos, enquanto que nos permite desenvolver o nosso total potencial (incluindo espiritual), em harmonia com a biosfera que sustenta e alimenta todos os seres, incluindo as gerações futuras. Se os líderes políticos são incapazes de reconhecer a urgência da nossa crise global, ou não querem colocar o longo prazo do bem da humanidade acima do curto prazo dos benefícios das empresas de combustível fóssil, talvez seja necessário desafiá-los com campanhas sustentadas pela ação do cidadão.
Dr. James Hansen e outros climatologistas da NASA recentemente definiram as metas precisas necessárias para evitar o aquecimento global de alcançar osc atastróficos "tipping points." Para a civilização humana ser sustentável, o nível seguro de dióxido de carbono na atmosfera não é mais de 350 partes por milhão (ppm). Esta meta foi aprovada pelo Dalai Lama, juntamente com outros prêmios Nobel e ilustres cientistas. A nossa situação atual é particularmente preocupante na medida em que o nível atual já está a 387 ppm, e vem aumentando em 2 ppm por ano. Somos desafiados não só para reduziras emissões de carbono, mas também para remover grandes quantidades de carbono do gás já presente na atmosfera.
Como signatários desta declaração de princípios budistas, reconhecemos o urgente desafio das alterações climáticas. Nós juntamente com o Dalai Lama endossamos a meta de 350 ppm. Em conformidade com os ensinamentos budistas, aceitamos nossa responsabilidade individual e coletiva para fazer o que estiver ao nosso alcance para cumprir este objetivo, incluindo (mas não sel imitando a) os dados pessoais e respostas sociais acima descritas.
Temos uma pequena janela de oportunidade para agir, para preservar a humanidade da catástrofe iminente e para ajudar a sobrevivência das mais diversas e belas formas de vida na Terra. Futuras gerações, e as outras espécies que compartilham a biosfera conosco, não têm voz para pedir a nossa compaixão, sabedoria e liderança. Temos de ouvir o seu silêncio. Temos de ser a sua voz também, e agir em seu nome.



segunda-feira, 18 de maio de 2009

As coisas não caem do céu ou caem?


Recebi uma mensagem bem interessante, verídica e com muita sabedoria.
Trata-se de um fragmento adaptado de discurso do Professor Doutor Constitucionalista Luís Roberto Barroso, um operador do Direito com notável saber jurídico.

Hoje, especialmente, reler e refletir me fará muito bem.
Penso que a todos nós!!!


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"Vocês estão condenados ao sucesso!


No entanto, é preciso lembrar que as coisas não caem do céu. Nem mesmo para gente talentosa como vocês. É preciso ir buscá-las: correr atrás, mergulhar fundo, voar alto. É preciso ter determinação e paciência. Muitas vezes será necessário voltar ao ponto de partida e recomeçar tudo de novo. As coisas não caem do céu. Está em Camões: "As coisas árduas e lustrosas só se alcançam com trabalho e fadiga." Mas quando, após haverem empenhado cérebro, nervos, coração e conquistarem o resultado almejado, não tenham medo de ser felizes. Ao contrário, saboreiem o sucesso merecido, gota a gota. Sem esquecer, no entanto, que ninguém é bom demais, que ninguém é bom sozinho e que no fundo no fundo, por paradoxal que pareça, as coisas caem mesmo é do céu. E é preciso agradecer.
A humildade, sincera e verdadeira, é inspiradora e alimenta o sucesso. A atividade intelectual é feita do reconhecimento das próprias limitações e do esforço diário para se aprimorar.
Não se hipnotizem por elogios: julguem-se por si próprios. A vida, para utilizar uma imagem, é a travessia continua de uma corda bamba. Ora se inclina um pouco para cá, ora um tanto para lá. Por vezes, o público poderá ter a impressão de que a gente está voando, de que o equilibrista está no ar. Não há problema nisso. A ilusão faz parte da vida. Mas o equilibrista tem que saber que ele está se equilibrando. Porque se ele acreditar que está voando, se ele presumir demais de si próprio, não haverá salvação. Ele vai cair. E na vida real não tem rede.
Tenham bom humor, sejam espirituosos, não se levem a sério demais.
Conta-se que no Supremo Tribunal Federal - STF - teria se passado o seguinte episódio. Votava-se o processo de extradição de um certo Senhor Walker. A certa altura do julgamento, o Ministro Sepúlveda Pertence teria perguntado ao Relator: V. Exa. pode me informar o prenome do extraditando. O Relator informou: "É Richard. Por que V. Exa. gostaria de saber isso?" E retrucou o Ministro Pertence: "Porque se fosse Johnny, Johnny Walker, teria que me dar por impedido por amizade íntima." (O Ministro nega o episódio embora sem veemência. Mas se não aconteceu, poderia ter acontecido!).
Em resumo: sejam humildes, bem-humorados e desfrutem sem medo o sucesso que farão.
Vão em paz, sejam o que melhor que puderem."

sexta-feira, 15 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O incomensurável prazer de transmitir saber


Hoje, pela segunda vez, tive a honra e o prazer de proferir uma palestra para meus pares - operadores do Direito.
Uma sensação muito agradável, qual seja, voltar aos bancos escolares e rever a universidade na qual nos formamos e passamos ali cinco longos anos, bem como rever colegas e ex-professores.
Além disso, como é bom se dar conta que o conhecimento em qualquer área é a melhor herança. Ninguém nos tira e só agrega valor e cidadania digna.
Ser professora ou palestrante por algumas horas é uma experiência enriquecedora em todos os sentidos. Muito gratificante para mim. Verdade seja, a gente aprende muito mais do que transmite, pois a troca de informações torna-se muito valiosa.
Pena que no Brasil, isso ainda seja tão pouco valorizado. Urge, que algo seja feito para mudar essa realidade e priorizar a educação em todos níveis.
Afinal, educação é a base de tudo e não pode ficar restrita a poucos.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

13 de maio - Abolição da Escravatura e as ações afirmativas por cotas


Às vezes me pergunto, se realmente aconteceu abolição no Brasil - de fato e de direto. Penso que só de fato, haja vista a enorme dívida social com a raça negra que se arrasta até os dias de hoje.
Todavia, não posso concordar que isso seja a mera desculpa para a bandeira da ação afirmativa do novo projeto de lei em tramitação de COTAS RACIAIS - ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL em vários setores. Agora, também, pleiteada e estendida para universidades, partidos políticos, cargos públicos, empresas privadas, concursos, sistema de saúde pública, etc. Além de alguns privilégios bem específicos, como por exemplo, se uma empresa privada fechar sua quota com negros terá múltiplas vantagens em licitações públicas, tudo isso me cheira nos bastidores, um viés ideológico-político mascarado e um pouco perigo demais.
Certamente, se isso for aprovado no Congresso como está previsto estaremos promovendo um guerra de raças nunca vista nesse País. Ou seja, haverá a racialização no cotidiano. Um apartheid dos brancos. Retrocesso geral!
Sem dúvida nenhuma, o mais justo e mais adequado é adotar as COTAS por RAÇAS SOCIAIS. Assim, o que estaria em jogo é a condição socio-econômica de pessoas de baixa renda - brancos + negros. Desse modo, a IGUALDADE independente de cor da pele seria na lei e perante a lei.
Vale dizer, estariamos fazendo a tão sonhada justiça social, e não, como bem diz a antropóloga Yvone Maggie "produzindo o ovo da serpente do ódio racial".

terça-feira, 12 de maio de 2009

O(a) falecido(a) em um diamante

A capacidade do ser humano de inventar é incomensurável.
Recebi essa notícia abaixo como a mais recente moda.
Simplesmente incrível.
Sugiro que leiam!
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"Agora a moda é, em vez de ser enterrado em um caixão, ou ser cremado, virar diamante após a morte.
Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química, uma empresa suíça agora garante ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um diamante humano.
Na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa.
'Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação', explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia. Ou seja, cada defunto pode gerar uns 5 diamantes, ou mais, dá para distribuir para toda família.
Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Em seguida são expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas.
Na natureza, o mesmo processo leva milênios. 'Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade', comenta Willy. A personalidade pela cor? Que coisa doida!
Uma vez obtido, o diamante bruto é polido e talhado na forma desejada pelos familiares do falecido para depois ser usado num anel ou num cordão.
Já pensou poder levar seu ente querido, depois da morte, em um colar ou anel? Se perguntarem sobre o falecido você vai poder dizer: 'Ele é uma jóia'. Se roubarem o diamante é que é o problema, você vai ter que gritar: 'Roubaram o defunto, pega ladrão'!
O preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e 10.600 euros, segundo o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo Willy, vale a pena, já que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000 euros na Alemanha.
Está vendo, a moda tem tudo para pegar, é até mais barato transformar o defunto em jóia!
A indústria do 'diamante humano' está em plena expansão, com empresas instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.
A mobilidade da vida moderna é propícia para o setor, explica Willy, que destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

João Buracão, o caçador de crateras

Brasileiro é sensacional!
Faz humor em tudo e dessa vez acertou em cheio. Bingo!
O pai da criança, ou melhor, do boneco - Irandir da Rocha - é um borracheiro carioca que, em fevereiro desse ano, indignado com uma enorme cratera em sua rua, criou e deixou o JOÃO BURAÇÃO de plantão na rua, como forma de legítimo e compassivo protesto.
Conclusão: rapidamente - em menos de 24 h - o tal conserto foi feito.
Como a estratégia deu tão certo e com a ajuda do Fantástico, passou a caçar crateras pelo país.
Uma ideia brilhante. Sucesso total!
Agora, como ele virou uma celebridade global tem até blog para receber as denúncias. Além disso, há várias músicas e até o Prefeito Eduardo Paes (RJ) já fez questão de homenageá-lo por seus serviços prestados a sociedade civil.
Quem sabe assim, os políticos inspirados nesse bom exemplo façam o dever de casa. Ou seja, manter as ruas em mínimas condições para se transitar nelas.
Aplausos, Aplausos, Aplausos!!!!!!!!!!! Se bobear, ganhará a próxima eleição...rsrsrs.....

domingo, 10 de maio de 2009

Dias das Mães é todo dia ou será que somos mães só um dia no ano?

Hoje, recebi esse sincero desabafo abaixo de uma boa amiga Ana Carmen.
Como tenho o mesmo ponto de vista, resolvi transcrever aqui, para propor uma reflexão compassiva geral sobre esse dia que virou na maioria dos casos, puramente comercial e muito pouco do coração.
Quiçá, isso possa mudar para melhor, criando-se assim, um outro tipo de visão nos(as) filhos(as). Uma consciência de gratidão, respeito e convivência harmoniosa em pequenas coisas do dia-a-dia.
De qualquer forma, que esse dia possa ser celebrado com alegria interior e com a certeza que cumprimos com a nossa parte de educar seres. Missão, muitas vezes, de muita renúncia e dedicação.
Particularmente, nessa data prefiro oferecer preces, incensos e lamparinas, pois o lado espiritual também precisa ser zelado.
Eis ao lado, minha oferenda de flores - rosas vermelhas de chocolate!

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Particularmente, acho isso uma bobagem.
Dia das Mães é todo dia ou será que somos mães só um dia por ano?
Tá. Comemorar! Comemorar o quê?
Somos mães 365 dias por ano e 24 horas por dia.
Aí chega nesse domingo de maio, acho que o segundo, os filhos resolvem que têm que agradar a mãe. Saem, compram presente, trazem flores, bombons, os que estão longe gastam alguns minutinhos a mais no telefone e dizem palavras doces.
Não! As mães devem ser respeitadas e tratadas assim integralmente, o tempo todo!
Sem querer parecer piegas e chantagista emocional, mas já sendo, de uma forma ou de outra, carregamos cada um dos nossos filhos na barriga por nove meses, amamentamos e, mesmo com os seios doloridos, nos alimentamos melhor para gerar mais leite, damos comidinha na boca, trocamos fraldas, passamos noites em claros, blá, blá, blá...
Nós falamos isso toda hora sim!
Porque só quem é mãe sabe o tanto que isso é difícil e, ao mesmo tempo, instintivo! A gente faz porque faz e pronto!
Nós, mães fazemos coisas que muito macho não faz. Fácil. Eles só colocam a sementinha!Cheguei a uma conclusão: de duas, uma! Ou nós somos fantásticas, sensacionais, maravilhosas ou muito, mas muito malucas!
No entanto, vejo na minha lista de e-mails que tenho pouquíssimas amigas mães! Acho que está acontecendo alguma coisa. Será que as mulheres estão deixando de, pelo menos, ser malucas?
Para as que são mães, parabéns! Nós somos foda!!! Ana Carmen.

Michelle Obama, a primeira-dama da esperança


Penso que o ditado mais uma vez se confirma: "por detrás de uma grande homem, há uma grande mulher."
Uma mulher negra, bonita, elegante, inteligente, mãe, companheira, advogada, consciente e ativa politicamente.
Par perfeito!

sábado, 9 de maio de 2009

Cada um no seu quadrado ou estacas mentais

Diz a velha lenda que:
"Uma caravana de camelos atravessava o deserto.
Chegou à hora do descanso e o cameleiro preparava-se como habitualmente para prender os camelos às estacas quando verificou que faltava uma estaca .
Não sabendo como resolver o problema, perguntou ao mestre da caravana: - Mestre, falta-me uma estaca para um camelo. Como fazer? - Não tenhas problema. Eles estão tão habituados a ficar preso que se tu fingires que o atas com a corda, ele pensará que está preso e nem sequer tentará sair do sitio.
O cameleiro assim fez e o camelo ali ficou toda à noite.
No dia seguinte quando se preparavam para partir esse camelo simplesmente recusou-se a sair do sítio, mesmo quando o cameleiro o puxava com toda a força. Sem saber que atitude tomar, dirigiu-se de novo ao mestre contando-lhe o sucedido.
- Homem, respondeu-lhe o mestre. Que fizeste ontem? Não fingiste que o ataste à estaca? Então faz o mesmo hoje. Finge que o desamarras. O camelo, mal o cameleiro fingiu que o desatava da estaca imaginária, recomeçou a caminhada.
Muitas vezes não avançamos devido às nossas "estacas mentais". É o conforto da acomodação."
Como bem chama atenção Roberto Recinella, "somos escravos de nossas crença. A mente, procurando segurança, cria a crença. Ela a cria por si mesma, ou aceita as crenças de outros, e, quer ela própria a tenha criado, quer a tenha recebido de outros, a mente adota e diz - "eu creio" e projeta esta crença para o futuro e faz dela uma certeza, uma garantia, de acordo com a qual a mente disciplina a si própria , sendo assim a crença não é uma realidade , mas um pensamento paralisante que não permite que você processe algumas informações de outros modos , com isso você começa a ficar limitado através da criação de modelos mentais para resolução de problemas , sempre utilizando a mesma forma de pensar e com isso restringindo o universo das possíveis soluções. Para que você possa de desvencilhar deste circulo vicioso , deve reavaliar e reciclar suas crenças constantemente para não correr o risco de perder oportunidades ou ficar preso em sua zona de conforto."
Ou seja, ficamos presos na teia dos pensamentos discursivos. Então, o pulo do gato é colocar em prática a máxima de Gandhi:
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova."

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quidam, Cirque du Soleil chega ao Brasil

Em junho, começará a temporada brasileira do Quidam, Cirque du Soleil.

Esse espetáculo nos conta sobre "um transeunte sem nome, uma figura solitária numa esquina, uma pessoa passando apressadamente. Poderia ser qualquer um. Alguém chegando, partindo, vivendo na nossa sociedade anônima. Um elemento na multidão, um entre a maioria silenciosa. Aquele dentro de nós que grita, canta e sonha. É este o Quidam que o Cirque du Soleil celebra.

Uma jovem mulher está furiosa, e viu tudo o que há para ver, e sua vida está perdendo todo o seu significado. Sua raiva está destruindo o seu pequeno mundo, e ela está no universo do Quidam. Ela se juntou a um companheiro alegre, assim como outra personagem, mais misteriosa, que vai tentar seduzi-la com o maravilhoso, o inquietante e o assustador."


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Felicidade Interna Bruta (FIB) no Brasil

Em 1972, o rei de Butão, Jigme Singye Wangchuck, criou o conceito FIB - Felicidade Interna Bruta em substituição ao PIB - Produto Interno Bruto para medir o progresso do país. O FIB contempla nove dimensões: - bom padrão de vida econômica; - boa governança; - educação de qualidade; - saúde; - vitalidade comunitária; - proteção ambiental; - acesso à cultura; - gerenciamento equilibrado do tempo e - bem estar psicológico.

Assista abaixo, a I Conferência Nacional do FIB - Felicidade Interna Bruta. Primeira parte do vídeo em São Paulo no Sesc Pinheiros a segunda parte na PUC/SP, em Campinas na Unicamp e em Porangaba no Instituto Visão.








quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tempo para Você


Outro dia, comentei aqui no blog sobre Felicidade Interna Bruta (FIB).
Pois bem, pensar e agir de maneira pro-ativa é fundamental, porém como na maioria das vezes estamos no piloto automático, não nos damos conta e nem sabemos como fazer as mudanças necessárias.
Para tal, sugiro a leitura do artigo TEMPO PARA VOCÊ publicado na Revista Vida Natural que dá simples e boas dicas de como praticar isso no cotidiano, com pequenas e significativas atitudes, que farão uma enorme diferença na qualidade de vida.
Afinal, como bem diz a jornalista Priscila Gorzoni nessa matéria:

"Em meio à correria do dia-a-dia, é possível dar uma pausa, ouvir uma música ou mesmo dar uma volta no parque. Acredite: você precisa mais de lazer."

terça-feira, 5 de maio de 2009

Cena Americana & Michelle Obama


Publico neste blog parte da coluna de Elio Gaspari, publicada no Correio do Povo. Se realmente, metade de toda essa história for verdadeira, no mínimo a essa altura, Catherine Brown e sua mãe devem amargar um arrependimento sem fim por um preconceito tolo racial, pois perderam a única e rara chance na vida de ser amiga predileta da primeira dama do mundo. Literalmente, confirma-se o velho ditado: a vida dá voltas!!!

CENA AMERICANA

Princeton, 1981: a jovem Catherine Brown, cuja mãe se empregara numa boa escola privada de Nova Orleans para educar direito a filha, chegou ao dormitório da universidade, incubadora da elite americana.Encontrou uma negra, e teria que dividir o quarto com ela durante o ano letivo.Quando a mãe de Catherine soube da surpresa, telefonou para Deus e todo mundo, pedindo que mudassem sua filha de quarto. Afinal, não era justo que a política de ação afirmativa de Princeton começasse impondo a sua menina a companhia desse tipo de gente. Era muita falta de sorte, pois a escola tinha 1,1 mil alunos e apenas 94 calouros negros. Nos dormitórios das universidades forjam-se muitas conexões sociais da elite americana, e o convívio com a negra seria no mínimo um desperdício de companhia. A negrona chamava-se Michelle Robinson, atual senhora Barack Obama, diplomada por Princeton e Harvard.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

domingo, 3 de maio de 2009

Obamamania em livros







Literalmente, ESSE É O CARA!!! YES, WE CAN!!!
Um líder e seu carisma que transcende a tudo e a todos nós.
Finalmente, os Estados Unidos acordaram e elegeram alguém que inspira confiança, esperança e um porvir mais humanitário. Seus 100 dias de poder já sinalizam para que ele veio. Só aspiro que sua trajetória seja sempre visando o bem da humanidade em geral.
Ademais, sua história e vida já está contada e recontada pelo mundo a fora. Agora, chegou a fez dos brasileiros terem acesso a toda essa literatura. Curtam, pois tem de tudo, desde a sua biografia, religião, economia, fotos de momentos marcantes e estilo auto-ajuda baseado nesse ícone mundial.
Boa leitura!!!

sábado, 2 de maio de 2009

O impacto do homem no planeta terra

Foto: Monte Hood, Oregon, USA, verão 1985 e 2002 por Gary Braasch

Foto: Geleira Upsala, Argentina - 1928 e 2004 por Gary Braasch

Foto: Cabo Hatteras, Califórnia do Norte, USA, 1999 e 2004 por Gary Braasch

Foto: Geleria do Reino, Valais, Suiça, 1859 e 2001 por Gary Braasch


As fotos são reveladoras que o impacto da ação humana no meio ambiente precisa ser repensado por todos nós.
O que está em jogo é a própria sobrevivência do homem.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O famoso 1º de Maio!

Um pouco de história sempre faz bem.
Afinal, tudo começou alguns séculos atrás com a repressão a rebelião grevista de Chicago, em 1886, como mostra a foto ao lado.
Hoje, celebra-se O DIA DO TRABALHADOR!!!!!!
Obviamente, em tempos de crises, para quem trabalho.