quarta-feira, 13 de maio de 2009

13 de maio - Abolição da Escravatura e as ações afirmativas por cotas


Às vezes me pergunto, se realmente aconteceu abolição no Brasil - de fato e de direto. Penso que só de fato, haja vista a enorme dívida social com a raça negra que se arrasta até os dias de hoje.
Todavia, não posso concordar que isso seja a mera desculpa para a bandeira da ação afirmativa do novo projeto de lei em tramitação de COTAS RACIAIS - ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL em vários setores. Agora, também, pleiteada e estendida para universidades, partidos políticos, cargos públicos, empresas privadas, concursos, sistema de saúde pública, etc. Além de alguns privilégios bem específicos, como por exemplo, se uma empresa privada fechar sua quota com negros terá múltiplas vantagens em licitações públicas, tudo isso me cheira nos bastidores, um viés ideológico-político mascarado e um pouco perigo demais.
Certamente, se isso for aprovado no Congresso como está previsto estaremos promovendo um guerra de raças nunca vista nesse País. Ou seja, haverá a racialização no cotidiano. Um apartheid dos brancos. Retrocesso geral!
Sem dúvida nenhuma, o mais justo e mais adequado é adotar as COTAS por RAÇAS SOCIAIS. Assim, o que estaria em jogo é a condição socio-econômica de pessoas de baixa renda - brancos + negros. Desse modo, a IGUALDADE independente de cor da pele seria na lei e perante a lei.
Vale dizer, estariamos fazendo a tão sonhada justiça social, e não, como bem diz a antropóloga Yvone Maggie "produzindo o ovo da serpente do ódio racial".

terça-feira, 12 de maio de 2009

O(a) falecido(a) em um diamante

A capacidade do ser humano de inventar é incomensurável.
Recebi essa notícia abaixo como a mais recente moda.
Simplesmente incrível.
Sugiro que leiam!
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"Agora a moda é, em vez de ser enterrado em um caixão, ou ser cremado, virar diamante após a morte.
Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química, uma empresa suíça agora garante ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um diamante humano.
Na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa.
'Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação', explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia. Ou seja, cada defunto pode gerar uns 5 diamantes, ou mais, dá para distribuir para toda família.
Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Em seguida são expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas.
Na natureza, o mesmo processo leva milênios. 'Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade', comenta Willy. A personalidade pela cor? Que coisa doida!
Uma vez obtido, o diamante bruto é polido e talhado na forma desejada pelos familiares do falecido para depois ser usado num anel ou num cordão.
Já pensou poder levar seu ente querido, depois da morte, em um colar ou anel? Se perguntarem sobre o falecido você vai poder dizer: 'Ele é uma jóia'. Se roubarem o diamante é que é o problema, você vai ter que gritar: 'Roubaram o defunto, pega ladrão'!
O preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e 10.600 euros, segundo o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo Willy, vale a pena, já que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000 euros na Alemanha.
Está vendo, a moda tem tudo para pegar, é até mais barato transformar o defunto em jóia!
A indústria do 'diamante humano' está em plena expansão, com empresas instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.
A mobilidade da vida moderna é propícia para o setor, explica Willy, que destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

João Buracão, o caçador de crateras

Brasileiro é sensacional!
Faz humor em tudo e dessa vez acertou em cheio. Bingo!
O pai da criança, ou melhor, do boneco - Irandir da Rocha - é um borracheiro carioca que, em fevereiro desse ano, indignado com uma enorme cratera em sua rua, criou e deixou o JOÃO BURAÇÃO de plantão na rua, como forma de legítimo e compassivo protesto.
Conclusão: rapidamente - em menos de 24 h - o tal conserto foi feito.
Como a estratégia deu tão certo e com a ajuda do Fantástico, passou a caçar crateras pelo país.
Uma ideia brilhante. Sucesso total!
Agora, como ele virou uma celebridade global tem até blog para receber as denúncias. Além disso, há várias músicas e até o Prefeito Eduardo Paes (RJ) já fez questão de homenageá-lo por seus serviços prestados a sociedade civil.
Quem sabe assim, os políticos inspirados nesse bom exemplo façam o dever de casa. Ou seja, manter as ruas em mínimas condições para se transitar nelas.
Aplausos, Aplausos, Aplausos!!!!!!!!!!! Se bobear, ganhará a próxima eleição...rsrsrs.....

domingo, 10 de maio de 2009

Dias das Mães é todo dia ou será que somos mães só um dia no ano?

Hoje, recebi esse sincero desabafo abaixo de uma boa amiga Ana Carmen.
Como tenho o mesmo ponto de vista, resolvi transcrever aqui, para propor uma reflexão compassiva geral sobre esse dia que virou na maioria dos casos, puramente comercial e muito pouco do coração.
Quiçá, isso possa mudar para melhor, criando-se assim, um outro tipo de visão nos(as) filhos(as). Uma consciência de gratidão, respeito e convivência harmoniosa em pequenas coisas do dia-a-dia.
De qualquer forma, que esse dia possa ser celebrado com alegria interior e com a certeza que cumprimos com a nossa parte de educar seres. Missão, muitas vezes, de muita renúncia e dedicação.
Particularmente, nessa data prefiro oferecer preces, incensos e lamparinas, pois o lado espiritual também precisa ser zelado.
Eis ao lado, minha oferenda de flores - rosas vermelhas de chocolate!

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Particularmente, acho isso uma bobagem.
Dia das Mães é todo dia ou será que somos mães só um dia por ano?
Tá. Comemorar! Comemorar o quê?
Somos mães 365 dias por ano e 24 horas por dia.
Aí chega nesse domingo de maio, acho que o segundo, os filhos resolvem que têm que agradar a mãe. Saem, compram presente, trazem flores, bombons, os que estão longe gastam alguns minutinhos a mais no telefone e dizem palavras doces.
Não! As mães devem ser respeitadas e tratadas assim integralmente, o tempo todo!
Sem querer parecer piegas e chantagista emocional, mas já sendo, de uma forma ou de outra, carregamos cada um dos nossos filhos na barriga por nove meses, amamentamos e, mesmo com os seios doloridos, nos alimentamos melhor para gerar mais leite, damos comidinha na boca, trocamos fraldas, passamos noites em claros, blá, blá, blá...
Nós falamos isso toda hora sim!
Porque só quem é mãe sabe o tanto que isso é difícil e, ao mesmo tempo, instintivo! A gente faz porque faz e pronto!
Nós, mães fazemos coisas que muito macho não faz. Fácil. Eles só colocam a sementinha!Cheguei a uma conclusão: de duas, uma! Ou nós somos fantásticas, sensacionais, maravilhosas ou muito, mas muito malucas!
No entanto, vejo na minha lista de e-mails que tenho pouquíssimas amigas mães! Acho que está acontecendo alguma coisa. Será que as mulheres estão deixando de, pelo menos, ser malucas?
Para as que são mães, parabéns! Nós somos foda!!! Ana Carmen.

Michelle Obama, a primeira-dama da esperança


Penso que o ditado mais uma vez se confirma: "por detrás de uma grande homem, há uma grande mulher."
Uma mulher negra, bonita, elegante, inteligente, mãe, companheira, advogada, consciente e ativa politicamente.
Par perfeito!

sábado, 9 de maio de 2009

Cada um no seu quadrado ou estacas mentais

Diz a velha lenda que:
"Uma caravana de camelos atravessava o deserto.
Chegou à hora do descanso e o cameleiro preparava-se como habitualmente para prender os camelos às estacas quando verificou que faltava uma estaca .
Não sabendo como resolver o problema, perguntou ao mestre da caravana: - Mestre, falta-me uma estaca para um camelo. Como fazer? - Não tenhas problema. Eles estão tão habituados a ficar preso que se tu fingires que o atas com a corda, ele pensará que está preso e nem sequer tentará sair do sitio.
O cameleiro assim fez e o camelo ali ficou toda à noite.
No dia seguinte quando se preparavam para partir esse camelo simplesmente recusou-se a sair do sítio, mesmo quando o cameleiro o puxava com toda a força. Sem saber que atitude tomar, dirigiu-se de novo ao mestre contando-lhe o sucedido.
- Homem, respondeu-lhe o mestre. Que fizeste ontem? Não fingiste que o ataste à estaca? Então faz o mesmo hoje. Finge que o desamarras. O camelo, mal o cameleiro fingiu que o desatava da estaca imaginária, recomeçou a caminhada.
Muitas vezes não avançamos devido às nossas "estacas mentais". É o conforto da acomodação."
Como bem chama atenção Roberto Recinella, "somos escravos de nossas crença. A mente, procurando segurança, cria a crença. Ela a cria por si mesma, ou aceita as crenças de outros, e, quer ela própria a tenha criado, quer a tenha recebido de outros, a mente adota e diz - "eu creio" e projeta esta crença para o futuro e faz dela uma certeza, uma garantia, de acordo com a qual a mente disciplina a si própria , sendo assim a crença não é uma realidade , mas um pensamento paralisante que não permite que você processe algumas informações de outros modos , com isso você começa a ficar limitado através da criação de modelos mentais para resolução de problemas , sempre utilizando a mesma forma de pensar e com isso restringindo o universo das possíveis soluções. Para que você possa de desvencilhar deste circulo vicioso , deve reavaliar e reciclar suas crenças constantemente para não correr o risco de perder oportunidades ou ficar preso em sua zona de conforto."
Ou seja, ficamos presos na teia dos pensamentos discursivos. Então, o pulo do gato é colocar em prática a máxima de Gandhi:
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova."

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quidam, Cirque du Soleil chega ao Brasil

Em junho, começará a temporada brasileira do Quidam, Cirque du Soleil.

Esse espetáculo nos conta sobre "um transeunte sem nome, uma figura solitária numa esquina, uma pessoa passando apressadamente. Poderia ser qualquer um. Alguém chegando, partindo, vivendo na nossa sociedade anônima. Um elemento na multidão, um entre a maioria silenciosa. Aquele dentro de nós que grita, canta e sonha. É este o Quidam que o Cirque du Soleil celebra.

Uma jovem mulher está furiosa, e viu tudo o que há para ver, e sua vida está perdendo todo o seu significado. Sua raiva está destruindo o seu pequeno mundo, e ela está no universo do Quidam. Ela se juntou a um companheiro alegre, assim como outra personagem, mais misteriosa, que vai tentar seduzi-la com o maravilhoso, o inquietante e o assustador."